quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Cura por meios paranormais no contexto médico

A Cura por meios paranormais no contexto médico
Publicado por Junio em 23/5/2006 (687 leituras)
Ronaldo Dantas Lins Figueira


Conceitos e Evidências da Cura por Meios Paranormais

Médico clínico-geral, formado pela Universidade Federal de Pernambuco (1986 a 1992). Matemático, formado pela Universidade Federal de Pernambuco (1980 a 1983). Parapsicólogo. Hipnòlogo. Presidente da Associação Médico-Espírita de Pernambuco. Professor do Curso de Pós-Graduação em Parapsicologia do Ipep, desde 1988. Presidente do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas - Ibep. Primeiro secretário da Associação Pernambucana de Parapsicologia . Aspep. Ex-presidente do Conselho Regional de Parapsicologia da 7" Região.



MEDNESP 95 - Boletim Médico-Espírita n ° 10

Para compreendermos o conceito de cura paranormal, é necessário definir fenômeno paranormal. Denominamos de psi ou paranormal todo o fenômeno que, tendo o homem como elemento deflagrador, apresenta as seguintes características:

-modalidade de conhecimento que uma pessoa demonstra de fatos físicos e/ou psíquicos relativos ao passado, presente ou futuro, sem a utilização (aparente) dos sentidos e da razão, assim como habilidades que não resultem de prévio aprendizado;
- ação física que uma pessoa exerce sobre os seres vivos e a matéria em geral, sem a utilização de qualquer extensão ou instrumento de natureza material (1).

Postulamos a existência de duas funções psíquicas eferentes: a função pi e a função tau (2).

A função pi é um mecanismo psíquico pelo qual impulsos eferentes do organismo são inibidos. Estes podem ser de natureza endógena (secreção glandular, impulsos eferentes para a musculatura lisa etc.) ou exógena (atividade motora estriada). Sem essa função inibidora, estaríamos em permanente estado de espasticidade, secreção endógena etc. A função pi seleciona as atividades efetoras que devem ser exercidas pelo organismo.

A função pi apresenta as seguintes características: a) controla ou suprime a atividade eferente excitatória; b) age nas vias eferentes do sistema nervoso; c) é desempenhada pelo córtex motor, gânglios da base, cerebelo, hipotálamo e sistema límbico.

Outrossim, o sistema nervoso também possui uma tonicidade intrínseca que deve ser bloqueada por algum mecanismo, ao qual denominamos de função tau. Essa função inibe a atividade efetora paranormal. Dessa maneira, parece existir um link entre a mente e a matéria promovendo a produção de uma interação não local. O bloqueio desse link, exercido pela função tau, interrompe essa interação, impedindo a consecução da psicocinesia.

Quando a extremidade receptora do fluxo psi energético for um organismo vivo, poderemos observar um fenômeno de cura por meios paranormais, desde que ocorra um "efeito psicocinético sobre o tecido ou a matéria orgânica que a ajude a recuperar-se de doença ou lesão biológica. Se a psicocinesia pode mover um objeto ou perturbar um processo quântico, parece lógico presumir que seja capaz de rearrumar células e tecidos ou apressar as capacidades regenerativas do próprio corpo (3)".

A função de repressão tau apresenta as seguintes características: a) é de natureza neurológica ou psíquica; b) impede a atualização das interações universais entre o psiquismo e o mundo físico ; c) é exercida pela própria atividade eferente, através de estruturas neurais superiores.

Podemos definir a cura por meios paranormais como uma ação física da mente sobre os seres vivos, sem a utilização de qualquer extensão ou instrumento de natureza material, que produz o restabelecimento da saúde a esse sistema,

O Dr. Bernard Grad, do McGill University's Aliem Memorial Institute, em 1916, realizou uma experiência que afasta a possibilidade da ação curativa ocorrer,- em alguns casos, por um fator sugestivo, sendo necessário acrescentar a hipótese de um fenômeno de natureza paranormal. Nessa experiência, em que o "sujeito" foi o coronel Oskar Estebany, utilizou como objeto experimental um conjunto de camundongos, dos quais foram retirados (com anestesia) pedaços de pele e em seguida, foram mensurados os tamanhos das feridas causadas. As 48 fêmeas foram divididas em três grupos, o primeiro sofreu a ação do coronel. O segundo grupo foi submetido à atuação de uma outra pessoa. Finalmente, o terceiro grupo foi aquecido a uma temperatura análoga a que foram submetidos os camundongos dos outros dois grupos. As feridas eram medidas de 20 em 20 dias. Observou-se que as feridas dos animais submetidos à ação do curandeiro eram muito menores do que as apresentadas pelos outros grupos (4).

Inúmeras experiências realizadas por ele e por outros pesquisadores, bem como paranormais, levaram à conclusão de que parece existir uma interação curandeiro-ser vivo, de natureza paranormal.



Cirurgias Psíquicas
Curandeiros que se utilizam de instrumentos materiais ou das próprias mãos praticam sugestão dramatizada. Por utilizarem objetos cortantes para realizar suas cirurgias, a expressão "cirurgião psíquico" é inadequada. Caso fossem paranormais, promoveriam a extração de tumores, corpos estranhos, cálculos etc., através de metafanismo, sem que fosse necessária a realização de incisões (5).

O material retirado é víscera de animal, cabelo, sangue não-humano, entre outros, demonstrando a natureza fraudulenta da maioria dessas intervenções. Comumente essas cirurgias limitam-se a lesões superficiais e apresentam uma técnica primitiva.

Três elementos são geralmente indicados como demonstrativos da natureza paranormal dessas intervenções: ausência de dor, ausências de infecção e hemostasia.

A dor nem sempre está ausente e, quando isso ocorre, podemos interpretar como um efeito de natureza hipnótica. A hipnose pode ser compreendida como um estado emocional intensificado, sendo do tipo trofotropa (emoção tranqüilizadora, calmante) ou ergotropa (emoção desestabilizadora, irritante). As sugestões hipnóticas podem estar implícitas. Assim, o desejo e a crença em curar-se mediante o toque ou a presença do curandeiro são fatores suficientes para mobilizar o organismo no sentido da cura.

Quanto à ausência de infecção pós-cirúrgica, podemos argumentar que o sistema imunológico tem sua atividade exacerbada por influência do psiquismo, podendo, dessa maneira, debelar ou diminuir a disseminação da infecção. As "cirurgias psíquicas" são potencialmente contaminadas (risco de infecção de 10%) e contaminadas (risco de 20%). A informação de que não ocorre a prescrição de antibióticos é falsa. Além disso, é conhecido o fato de que não devemos utilizar antibioticoterapia profilática em feridas potencialmente contaminadas, que é o caso de grande parte das intervenções desse tipo.

A tudo isso, acrescentamos que a maioria das complicações pós-cirúrgicas só ocorrem dias após as intervenções, sendo necessário um acompanhamento minucioso do paciente após a sua alta, durante vários dias, para podermos garantir a ausência de complicações. Este é um problema bastante comum, comumente esquecido pela Medicina acadêmica.

Finalmente, lembrem os que as feridas podem cicatrizar-se por segunda intenção, em que não é realizada a sutura, deixando-se a ferida aberta.

Nesse caso, há intensificação da epitelização e contração da ferida, bem como maior resistência à instalação de infecção (6).

As "cirurgias psíquicas" cicatrizam-se por segunda intenção e, dessa maneira, são menos propensas a sofrer infecções.

Por sua vez, a hemostasia pode ser obtida por processos hipnóticos, em que a ação do psiquismo promove uma vasoconstrição diferenciada, impedindo, dessa maneira, a hemorragia (7). Assim, a presença de hemostasia também não é um indício contundente da natureza paranormal do fenômeno.

Concluímos, assim, que as chamadas "cirurgias psíquicas" não são de natureza paranormal, além de apresentarem resultados muito inferiores ao da medicina tradicional.



Abordagem Médico-Legal
Qualquer pessoa pode dedicar-se a uma profissão, desde que tenha obtido capacidade e habilidade legal para exercê-la (8).

A profissão médica no Brasil é regulada pelo Decreto 20.931, de 11 de janeiro de 1932, ainda em vigor, que exige uma habilitação profissional e outra legal. Aquela é obtida nas universidades, através dos currículos das escolas médicas reconhecidas; esta, pela posse e registro de título idôneo no Conselho Regional de Medicina correspondente.

As pessoas não formadas em Medicina não podem exercer a profissão médica, salvo em situações inadiáveis e imprescindíveis, que o estado de necessidade reconhece como lícito. O que se tenta impedir é a ameaça da saúde pública por indivíduos não qualificados.

O Código Penal pune, com detenção de, no máximo, dois anos e o pagamento de cinco a quinze dias-multa, se praticado com fim lucrativo, o indivíduo que "exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, de dentista ou de farmacêutico sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites".

O charlatanismo pode ser entendido como cura inculcada ou anunciada, através de meios infalíveis e secretos, de tratamento simulado, diagnóstico e prognóstico falhos ou curas sensacionais e extraordinárias.

Entendemos que o charlatanismo é privativo dos médicos.

Inculcar significa aconselhar, recomendar, elogiar, apregoar, enquanto anunciar é a maneira de divulgar e disseminar por qualquer meio (rádio, televisão, jornais etc.). Não se faz necessária a habitualidade nem a factualidade, bastando a possibilidade de enganar.

O Decreto-Lei 4,113, de 14 de janeiro de 1942, em seu artigo 1ú, disciplina a propaganda dos médicos, dentistas e farmacêuticos, proibindo que seja anunciada cura de doenças para os quais, atualmente, não há tratamento adequado pela ciência oficial.

O médico não pode anunciar atendimento gratuito, pois caracteriza uma pseudocaridade, com a finalidade de obter clientela.

O curandeirismo, por sua vez, também é crime de perigo abstrato, bastando que haja fisco para caracterizá-lo, mesmo sem a concreta produção de dano ao indivíduo. Não são usados procedimentos médicos, mas informações empíricas e condutas que supõem o sobrenatural. José Duarte (9) comenta: "É, pois, uma prevenção moral e higiênica porque, muitas vezes, as bruxarias, os sortilégios, a magia negra e práticas semelhantes produzem nos espíritos fracos impressões nocivas que perturbam a própria mente e comprometem a saúde. São, às vezes, pequenas fraudes, mistificações ridículas, revestindo um caráter aparentemente inofensivo, sem visos de chantagem. Mas contêm a ameaça de um grande perigo, dada a influência que exercem na gente inculta, simplória e crédula".


O curandeiro, não tendo capacitação nem habilitação legal, exerce suas atividades de pretensas curas que podem se enquadrar em um dos grupos seguintes:

- prescrever, ministrar ou aplicar habitualmente qualquer substância;
usar gestos, palavras ou qualquer outro meio (benzeduras, rezas etc.) ;
realização de diagnóstico.
- Observamos que a habitualidade é fator necessário para a caracterização desse crime. Quando ocorrer mediante pagamento, a penalidade é maior, Entretanto, é importante destacarmos que muitos curandeiros utilizam-se de meios indiretos de ganho, seja através de recebimento de presentes, muitos de alto valor, seja através de uma rede comercial constituída de farmácias, hotéis etc., montados na região, comumente por familiares que, indiretamente, promovem uma confluência de riquezas para o curandeiro.

Há quem defenda a legalização do curandeirismo, como o professor de Direito e promotor público Djalma Gabriel Barreto, baseado na possibilidade de ocorrência da integração mente-organismo vivo e, conseqüentemente, do retomo à condição de hígido. Admite seu exercício, desde que acompanhado por profissional médico (l0). Esta é uma questão bastante polêmica, merecendo, por parte de todo médico, uma reflexão profunda para que não ocorra agressão ou prejuízo à população.


A "cirurgia psíquica", já comentada anteriormente, requer uma maior atenção, haja vista que:

a)apresentam técnicas primitivas;
b)não é feito um acompanhamento adequado das complicações pós-cirúrgicas;
c)não são realmente psíquicas, já que se utilizam de instrumentos materiais;
d)colocam em fisco a integridade física, e até mesmo psíquica, do paciente;
e)apresentam resultados muito aquém da medicina tradicional ;
f) não possuem nenhum embasamento de natureza científica.
Como vemos, esse é um campo altamente complexo, que requer bastante cuidado e precauções na sua abordagem.


Conclusão

A ciência, sendo incapaz de lidar diretamente com a realidade, busca a elaboração de representações de modelos que mais fielmente explicitem a dinâmica dos fenômenos da natureza. Dentro de sua metodologia, procura trabalhar com modelos mais simples, com a menor quantidade de suposições possíveis.

A mente humana parece possuir o potencial de agir sobre o seu próprio organismo, bem como sobre objetos externos. Através de sugestões, de uma crença em determinado fato, somos capazes de mobilizar reservas internas que incrementam nossas defesas contra agentes agressores; além disso, podemos provocar alterações fisiológicas que permitem o desaparecimento ou diminuição das sensações nociceptivas e a produção de hemostasia. Todos esses fenômenos favorecem o restabelecimento da saúde sem que se faça necessária a utilização de hipóteses mais complexas.

Em alguns casos, a ação do psiquismo sobre o próprio organismo do indivíduo não é suficiente para explicar o conjunto de fenômenos observados, sendo necessário acrescentar a hipótese do fenômeno paranormal. É o que ocorre, por exemplo, na ação de curandeiros sobre animais e plantas, que, teoricamente, não são sugestionáveis.

É importante, também, que destaquemos o aspecto do exercício legal da profissão médica, tanto no que se refere à capacitação quanto ao registro em órgão oficial de regulamentação do exercício da Medicina.

A prática do curandeirismo, principalmente no caso das chamadas "cirurgias psíquicas", deve ser desestimulada, pelo risco que envolve e pelo resultado inferior, ou, no máximo, igual ao das terapêuticas convencionais.

O sexto sentido

Tempo atrás, em todos os cinemas do Brasil foi exibido um filme muito interessante chamado Sexto Sentido. Para quem não o viu, o filme conta a história de um menino que estava adoecendo só porque via constantemente os espíritos dos desencarnados, principalmente na casa onde residia. Tentava comunicar essas visões e audições paranormais aos seus amigos, professores, e à própria mãe e sempre acabava sofrendo agressões e repreensões. Diante disso tinha que se encolher em si mesmo com suas próprias vivências e não contar nada a ninguém do que estava vendo. Sua maneira de ser e de reagir, para a própria mãe e para os demais, assumia aspectos de doença mental, de paranóia, autismo etc.

Diante do acima exposto, pergunta-se, ver coisas e seres além do normal, ou também ouvi-los, é sempre indício de paranóia ou pretensa doença cerebral? É verdade que nós, fisiologicamente falando, só temos cinco sentidos? E o que vem a ser o Sexto Sentido?
Essa história de classificar de esquizofrênicos, paranóides hebefrênicos, autistas aquilo que em nosso perceber vai além do pretenso sentir normal, isso é próprio de um fisiologismo cerebral científico completamente tacanho e restrito. Isso é prepotência absoluta da lógica-razão, com sua teoria do conhecimento totalmente ridícula e completamente descabelada. Isso é intolerância e desconhecimento próprios de uma psiquiatria cega, surda e muda. O verdadeiro Sentir em cada um de nós não é somente aquilo que os pretensos cinco sentidos limitados e o fisiologismo científico captam. O Sentir-Saber-Entender no Homem pode ter uma abrangência mais ou menos infinita. O sexto sentido em si, portanto, não é somente ver e ouvir além do normal. Sexto Sentido é ouvir, cheirar, gustar, além dos limites que a neurologia científica estabeleceu para o funcionamento nervoso e cerebral. E os limites que a neurologia científica estabeleceu em absoluto traduzem a percepção real. As restrições que o fisiologismo cerebral estabeleceu são invencionices desse mesmo fisiologismo e não traduções corretas do que viria a ser a mente (e não cérebro) do próximo funcionando. E mais, se por causa da neurologia científica, um pretenso sentir pretensamente normal ficou, não é porque o Sentir em si é assim, ao natural, mas apenas assim ficou por causa das restrições impostas por parte daqueles que nunca entenderam de nada, mas dando uma de cientista, de sabe tudo, se meteram a mexer com uma massa melequenta que é praticamente impossível decifrar.

Amigos, sexto sentido não é um sentido sui generis há mais. Sexto Sentido é o verdadeiro Sentir livre das peias estabelecidas pela ciência acadêmica E não poucas vezes a pretensa normalidade dos cinco sentidos é que é anormal, porquanto foi impingida anomalamente pela tradição, há muito tempo, e pelas religiões, filosofias e ciência, já que era muito conveniente ao status quo. Por meio dessa restrição do Sentir, eles conseguem subjugar o homem, dominando-o e escravizando-o . Por conseguinte, não é verdade que só temos cinco sentidos que precisam funcionar como manda o figurino. Os sentidos do homem são muito mais ou são muito menos. Os sentidos do homem quando livres do mal pensar são apenas SENTIR, e não olhos vendo, ouvidos ouvindo, nariz cheirando etc.

No filme Sexto Sentido, também fica claro que as entidades do além, ao desencarnar, nem sempre entram no tal túnel de luz ou sobem para a luz astralina, para a luz celestial. Muitos dos falecidos ficam no nosso meio, sutis e imperceptíveis aos nossos sentidos, mas desesperados para se comunicar com os vivos ou encarnados, ou para denunciar o que lhe aconteceu no últimos dias ou instantes de suas vidas. Certos espíritos do além só descansam ou se aquietam e sobem quando conseguem se comunicar com alguém aqui na Terra. Por isso eles utilizam o menino do filme para dar os seus recados e o machucam quando este se recusava ser o porta-voz dos falecidos.

Tudo isso é possível, Dr. Bono? Com o desenlace humano, tudo não poderia se acabar, não poderia vingar apenas "o nada mais além", como apregoam os cientificistas e materialistas do mundo inteiro? Estes últimos não teriam razão em dizer que com a morte tudo se acaba?

— A pois é, amigo, se esses materialistas estivessem certos, eles evidentemente teriam a razão do diabo e do inferno!… E a propósito do que acontece após o desenlace, aqui não é somente uma questão de dar mão à palmatória, ao espiritismo, umbanda, apometria, esoterismo, espiritualismo em geral, e que falam de uma sobrevivência no além, mas seria o caso também de levar em conta toda as informações da espiritualidade e religiosidade do mundo inteiro, que também apontam para o mesmo tema, para as mesmas ocorrências e para as mesmas condições, e que com toda a probabilidade vingam para o após morte. Até o catolicismo, protestantismo, judaísmo, islamismo, e que fazem uma força incrível para ficarem restritos à desculpa esfarrapada do mistério ou senão se restringem às suas egrégoras do postmortem, já se depararam com a sobrevivência do falecido num mais além ou num após o falecimento E diante disso não há como negar que com a morte não há o aniquilamento de coisa alguma, e sim apenas dá-se uma transferência forçada do desencarnado. Ele deixa de ser o fulano de tal pensante com seu mundo pensado e cotidiano para transferir-se para outra condição em que o meio pensado muda por completo. Mas isso é possível porque em verdade nada começa e nada se acaba. Se esses donos do poder não tivessem condicionado previamente nossa mente e nossos sentidos à pretensa normalidade da tradição e à pretensa normalidade do fisiologismo científico, os desencarnados sempre seriam perceptíveis para todos nós e poderíamos continuar nos relacionando com eles. Mas a ruptura da falsa morte teve que prevalecer, e aí as portas do além aparentemente se fecharam para alguns que acreditam terem ficado restritos à normalidade dos cinco sentidos, apenas.

Sempre no filme Sexto Sentido há um médico psiquiatra que leva um tiro e parece ficar gravemente ferido. Depois parece recuperar-se quando em verdade não foi bem assim. Este médico resolve então querer ajudar o menino problematizado, já que o pequeno era assediado pela angústia e pelo medo. Os espíritos do além não o deixavam em paz. O tal médico (desencarnado) do filme efetivamente ajuda o menino. Para grande surpresa do espectador, no final do filme, ficamos sabendo que o médico simplesmente já tinha falecido e que mesmo na condição de morto resolvera e consegue ajudar o menino.

Dr. Bono, a seu entender, um desenlace como o do médico e uma conduta abnegada no após morte é cabível? Sim pois este psiquiatra é assassinado por um paciente revoltado que ele não soube ou não pôde tratar direito, quando vivo. E a seguir o próprio assassino comete o suicídio. Mas poderiam um recém assassinado voltar a atuar no nosso meio, a favor de um menino paranormal e perseguido, e esquecer por completo seu desafeto ou esquecer o que o paciente assassino fez com ele? Ou também, poderia o tal pretenso paciente assassino na condição de desencarnado abandonar a sua vítima detestável, e que no caso era o médico recém falecido?

É claro que não, meu amigo. O que o filme mostra é pura ficção e acomodação dos fatos segundo a imaginação do autor. Em espiritualidade e em sobrevivência para o mais além, as coisas são um pouco mais complexas. E até mesmo bem mais simples, mas geralmente são muito dolorosas e atormentadoras. Como de hábito e de alguma forma, o pretenso carrasco e a pretensa vítima por causa da Lei do Carma ficariam entrelaçados por um certo tempo. Tal não aconteceria só se um dos dois fosse extremamente espiritual e abnegado. E se não um, os dois indivíduos ao mesmo tempo. Aí o laço carmáticos se romperia, pois estariam pondo em prática a recomendação de Cristo, "Se o teu rival te esbofetear na face esquerda, ofereça-lhe também a direita." No Cristianismo antigo e oficial, esta recomendação virou masoquismo falsamente santificante a fundamentar pretensos mártires da antiga Roma. Com suas recomendações, Cristo apenas nos ensinou como romper com os laços carmáticos do "toma lá e dá cá, e vice-versa". .

Dr. Bono, por que será que no que se refere à paranormalidade humana existe tanta ignorância? Por que a medicina não admite que haja uma possibilidade de ver o postmortem, o mais além, ou senão que em alguns possa prevalecer uma possibilidade de clarividência, clariaudiência? E por que os psiquiatras, totalmente condicionados pelo fisiologismo da escola científico-materialista chamam esse tipo de visão e audição de telepatia, precognição, retrocognição ou senão de alucinação, delírios etc ?

Pois é, amigo, é por que, à revelia dos mais inteligentes, o fisiologismo científico ligado ao cérebro e ao corpo humano conseguiu implantar pretensas condições normais de ver e ouvir, que nunca foram normais, ou quando muito eram meras aproximações, acomodações. E isso, face ao Ilimitado poder do Sentir Primevo do Homem, constituiu-se numa legítima restrição e violentação, batizada de normalidade. —— Em segundo lugar, não se pode negar que, lamentavelmente um psicótico crônico, um paranóide de longa data é vítima de seu próprio pensamento, é vítima dos mecanismos de sua própria memória-imaginação. É vítima de suas próprias reconstruções mentais e que acabam em distorção, em extrojeções atormentadoras, em pretensas alucinações e delírios. Certos psicóticos, por culpa deles mesmos, e por uma exacerbação de seus próprios egos e modos de mal pensar, estão sempre se deparando com seu próprio inferno, e que para eles se apresenta como se fosse uma realidade, como se fosse um perigo, uma constante perseguição, alucinação e delírio. Mesmo que aí tudo seja forjado por eles mesmo, eles lamentavelmente sofrem terrivelmente com suas próprias reconstruções e extrojeções pensantes-pensadas. Lamentavelmente porém, a psiquiatria não conhece nada disso nem quer conhecer, e tampouco faz absolutamente nada para ajudar, a não ser administrar medicamentos que acalmam sim, mas também acabam embotando e intoxicando. E no que diz respeito à visão científica de paranormalidade, antes de Rhine inventar a sua Parapsicologia, já existia um espiritualismo científico, uma metapsíquica que discorriam sobre o mais além e sobre as incríveis possibilidades paranormais do homem, com mais felicidade e abrangência. Antes de surgir a Parapsicologia americana, o ser humano já era dotado de incríveis possibilidades cognoscitivas e sensitivas que iam muito além do normal, como sempre, aliás. Num legítimo desespero de causa e numa tentativa extremada de convencer seus colegas materialistas e cientificistas, ou seja os colegas psicólogos da escola behaviorista norte-americana, Rhine, com suas colocações estatísticas e quantitativas, a contragosto teve que sufocar e restringir as infinitas possibilidades do bom Sentir e Saber e que é exatamente a verdadeira normalidade rotulada de paranormal. Para certos parapsicólogos materialista, a paranormalidade se restringe ao funcionamento cerebral, para os psiquiatras tal paranormalidade sequer existe ou então não passa de alucinações e delírios.

Sempre no contexto do Sexto Sentido, ao longo do desenrolar do filme ocorre um fato de desmaterialização e rematerialização de objetos. Pergunto, mas isso acontece de fato? Por que será que nos casos de levitação, de desmaterialização, de poltergeist, os pretensos entendidos e cientificistas tem que inventar tantas mentiras, historietas e desculpas que jamais chegam a roçar a verdade que envolve todos esses fenômenos? Como é que se explica tudo isso, se é que se precisa explicar?

Pois é, amigo, mas é bom que se enfatize que com os fatos de desmaterialização, rematerialização, abdução, levitação, poltergeist, e que amiúde ocorrem numa boa espiritualidade não condicionada, todas as teses e leis científicas caem por terra, por falsas, mentirosas ou insuficientes. Onde já se viu, por exemplo, um tijolo atravessar o teto compacto e cair sobre a mesa de trabalhos espirituais, ainda quente e intato? Como é que uma coisa material atravessa o pretenso teto também material? Como é que uma minhoca viva com terra e tudo, caindo do teto, aparece ou se materializa numa mesa de trabalhos espíritas ou espirituais? Como é que objetos pesadíssimos começam a levitar, a flutuar, como se fossem feitos de ar ou como se fossem plumas? Aí onde vai parar a Lei da Gravitação de Newton? E a propósito, a levitação espiritual não faz lembrar o Vazio-Cheio Primordial (ou Sunyata, Çunya) e não o materialismo científico? Como é que surge fogo das paredes, do nada, ou começa jorrar água da parede, ou aparecem estranhas escritas nos móveis, nos espelhos, nos vidros, nas paredes, de cá e de lá, ou se ouvem fortes marteladas nas paredes e nos móveis, não existindo absolutamente ninguém presente, a não ser é claro, o sensitivo e alguns mais? A paranormalidade do senhor Quevedo diz que é o cérebro ou são os hormônios do sensitivo que fazem tudo? Ora, digo eu, por favor, não me façam rir que vou chorar!

Dr. Bono, o final do filme é muito alentador, pois a própria mãe da criança descobre que o filho não era um doente mental nem estava mentindo. Graças aos préstimos do espírito do psiquiatra, o menino acaba se conformando com seu próprio sexto sentido e o aceita como absolutamente normal, natural. O amigo psiquiatra desencarnado simplesmente segue em frente ou sobe, despedindo-se do pequeno paranormal. O seres do além deixam de atormentar o menino e aparentemente alguns se tornam amigos da criança.

Bem, mas afora isso, pergunto afinal, morrer, desencarnar é o fim de tudo, ou a vida simplesmente se permuta, se transforma em outra condição existencial? E se em verdade ao morrer todos nós nos transferimos, por que os transferidos ou os falecidos não conseguem travar um contato maior com os seus entes queridos que aqui ficaram? E por que os daqui, malgrado os sensitivos e médiuns, também não conseguem uma comunicação clara e perfeita? Por que tantos impedimentos para elucidar melhor o que vem a ser a morte ou o desencarne do homem?

Ora, amigo, porque desgraçadamente, num nível visível-invisível sempre existem os tutores da humanidade, sempre existem os manipuladores da falsa fatalidade que estabeleceram normas e leis fajutas, e não deixam que os de lá se comuniquem com os de cá, sob pena de uma porção de trapaças do mundo invisível virem à tona, como a dolorosa farsa do próprio desencarne. E também não deixam que os de cá, de algum modo acabem entrando em contato com os de lá, de um modo direto e claro. Isso se dá só por meio de uma pretensa viagem ao astral, projeção astralina, que é mais pensante-pensada que fatual. O falso abismo que separa a vida da morte tem que ser mantido custe o que custar e ninguém pode suplantar seus impedimentos, nem ninguém pode violentar o que o falso senhor da vida e da morte, ou seja, o Demiurgo, estabeleceu. Lamentavelmente todas as religiões oficiais trabalham a favor desse monstro, até o próprio espiritismo, porquanto o que este último conta por meio de seus médiuns às vezes são acomodações e mentiras, e não revelações autênticas…

A IGREJA ANTE OS FENÔMENOS PARANORMAIS

A IGREJA ANTE OS FENÔMENOS PARANORMAIS

À Igreja, a meu ver, agrada que a verdade anunciada por Jesus Cristo receba hoje, num mundo secularizado, novas confirmações por meio de fatos e provas concretas, aptos a despertar o interesse dos indiferentes e dos agnósticos que, sem ele, dificilmente compreenderiam o valor das motivações mais interiores e profundas da Fé.

Entre os sinais e os indícios, já indicados pelos Santos Padres, de uma vida no Além, em primeiro lugar se apresentam alguns fenômenos paranormais espontâneos, isto é, não-mediúnicos, como as bilocações de viventes e as aparições de mortos (inumeráveis as dos santos). Esses fenômenos, se forem enriquecidos de credibilidade testemunhal e conexos com acontecimentos objetivos (revelações de acontecimentos desconhecidos ou futuros e, em seguida, realizados, curas instantâneas etc.), oferecem um precioso e convincente convite ao homem moderno: aceitar a Fé, como tive oportunidade de ilustrar num livro recente (G. Martinetti, La vita fuori Del corpo, Elle Di Ci, Turim, 1986), do qual estou preparando a segunda edição, com acréscimos de muitos fatos históricos e contemporâneos.

Uma segunda categoria de fenômenos em favor do Além nós é dada pelas comunicações mediúnicas, que constituem um campo delicado e perigoso como a Igreja muitas vezes o declarou, fundando-se na Bíblia.

A Bíblia condena a necromancia (tipo particular de comunicação com presumíveis falecidos, conforme o costume das culturas tribais, mas não ausente nos nossos países), por causa de suas estreitas relações com as religiões mágicas e animistas. Deus, como é apresentado pela Revelação bíblica, quer nos conduzir para uma felicidade supraterrena, por meio do amor e obediência confiante nele e a aceitação de acontecimentos futuros – por nós desconhecidos, mas por ele permitidos para cada um de nós. O homem não pode pretender, servindo-se do poder dos "espíritos" (magia, adivinhação, necromancia), conhecer o próprio futuro, prejudicar, com feitiços, os próprios adversários e construir a seu gosto um destino de sucesso, riqueza e poder. Nas culturas tribais atuais, em que se pratica a magia e a necromancia,, o Criador vem sendo esquecido, enquanto todo o culto é orientado, por meio de feiticeiros, para os falecidos. Eles querem, por meio dos mortos, obter "feitiços" para os inimigos e vantagens materiais para os que pedem.

As proibições do Magistério (a última é de 1971) são motivadas pela condenação bíblica à necromancia (que pode apresentar afinidades com certos tipos de espiritismo) e sobretudo pela possibilidade, não remota e teórica, de que nas comunicações mediúnicas se introduzam, sob nome falso, espíritos negativos, com a intenção de desviar os viventes do caminho certo e até provocar em alguém o fenômeno chamado "possessão".

Com o progresso da parapsicologia científica, os estudiosos e também os que acreditam vêem na maioria das mensagens mediúnicas ordinárias não necessariamente a presença de Satanás, mas reflexos da psique do médium e dos participantes.

Em alguns casos reconhecem somente sérios indícios de contato com seres inteligentes que não vivem neste mundo.

1 – São os casos em que o presumido falecido revela o caráter, a maneira de pensar e de falar que possuía nesta vida aquele que diz ser, os nomes e os costumes de pessoas conhecidas por ele e pelos participantes da sessão, mas, sobretudo, notícias absolutamente desconhecidas dos médiuns e dos participantes, conhecidas somente pelo falecido quando estava nesta vida e verificadas, hoje, como exatas.

2 – Essas revelações possuem notável valor indicial quando se pode constatar a ausência de especiais e extraordinários dotes de clarividência no médium e nos participantes (isto é, nunca mostraram esse dotes em sua atividade ordinária) e, ainda mais, se as revelações acontecem com particularidades paranormais não atribuíveis a eles (como, por exemplo, com uma caneta que escreve sem a guia do médium). As notícias até agora desconhecidas e que se revelaram exatas são, então, um sinal bastante convincente da presença de um espírito que se comunica do além, mas não oferecem ainda fortes probabilidades de que seja verdadeiramente o falecido que diz ser.

Poderiam provir de entes de baixo nível moral que referem notícias exatas e verificáveis para enganar em outros campos que não se podem provar facilmente e assim induzir os viventes para posições que, com o passar do tempo, tornar-se-iam moral e religiosamente desviantes.

3 – Deus pode querer a intervenção de alguns falecidos em nossa vida para nos ajudar a acreditar na Vida eterna e para nos admoestar a que não nos apeguemos às coisas deste mundo (cf. Sto. Tomás, Suma, I, 89,8 ad 2; Supl. 69, 3; e noutros trechos). O Magistério católico, alertando para o perigo do espiritismo, nunca declarou que o mesmo tenha sempre origens diabólicas. A Igreja permite que se tentem experiências neste campo por pessoas competentes (sólida formação religiosa e moral, senso crítico, uma boa cultura em parapsicologia, equilíbrio psíquico), à procura da verdade, com os devidos cuidados (por exemplo: que o médium tenha demonstrado retidão moral e não busque o lucro ou esteja à procura de notoriedade).

Sob tais condições, o Magistério se conforma à opinião que prevalece entre os estudiosos de que os fenômenos mediúnicos são originados, às vezes, por causas infraterrenas (o inconsciente dos participantes ou as fraudes do médium), mas não exclui que, em alguns casos, se manifestem determinados mortos.

Podemos razoavelmente concluir que o presumido morto que se comunica seja exatamente aquele que diz ser somente se apresentar suficientes indícios capazes de convencer que sua comunicação tenha sido autorizada por Deus e realizada em comunhão com ele. Nesse caso, nós, que acreditamos, sabemos que:

  1. o morto nunca negará pontos substanciais do Evangelho e do ensino da Igreja;
  2. poderia até fornecer deles confirmação e aprofundamento;

c) de sua intervenção hão de surgir efeitos positivos do ponto de vista moral e religioso (aproximação da fé, recuperação da paz e da tranqüilidade, oração, perdão, reconciliação, etc.).

Se se verificarem todas as precedentes condições, a exigência, para acreditar na autenticidade das comunicações, de provas científicas, provas tais que excluam absolutamente qualquer possibilidade de erro, embora mínima, e que apresentem a certeza matemática-física, representaria, a meu ver, um posicionamento de excessiva severidade metodológica, capaz de fechar o caminho a qualquer outro resultado e a qualquer outra pesquisa, quer de parapsicologia, quer de todas as outras disciplinas que não estudam exclusivamente os fenômenos físico-químicos.

De fato, o cientista acredita nas pessoas e nos acontecimentos e toma decisões comprometedoras ou até vitais só à base de certezas morais suficientemente meditadas (as relações humanas, os fatos históricos e os relativos testemunhos, os processos indiciários, os valores humanos não oferecem certezas científicas). O cientista que tem fé pode com razão acreditar, como com efeito acontece, nas aparições de Lourdes, de Fátima etc., apesar de esses fenômenos não serem suscetíveis de provas científicas, mas de certezas morais somente.

Até as aparições contadas pelos Atos dos Apóstolos, os milagres de Jesus, as profecias realizadas e as aparições dos Ressuscitado, que os Evangelhos e a Igreja sempre consideraram sinais qualificados da Fé, não podem ser comprovados cientificamente, mas se baseiam em certezas de ordem moral seriamente fundadas.

A intuição pessoal, além do mais, graças à iluminação divina, chega à certeza absoluta da Fé.

Os inúmeros e significativos reflexos positivos nas consciências, obtidos por meio de O Além existe, demonstram a necessidade que tem o homem de sinais exteriores e de provas objetivas que ajudem a Fé, hoje mais difícil, e o dever para nós que acreditamos, de estudar este caso relevante e todo o imenso e complicado campo do paranormal, deixando a atitude de desinteresse e de estranheza que, no último século, por influência do positivismo dominante, caracterizou boa parte da cultura católica.

Pe. João Martinetti

Estudioso da paranormalidade

(Texto extraído do livro O Além Existe, Testemunho Extraordinário Rigorosamente Documentado, de Lino Sardos Albertini, São Paulo, Edições Loyola, 1989, págs. 11 a 14).

Da contra-capa:

Este livro é a crônica de um diálogo incomum, entre duas diferentes dimensões, entre o aquém e o além, entre um pai que chama e um filho, morto em circunstâncias dramáticas, que responde. O diálogo ocorre através de uma sensitiva que categoricamente exclui qualquer recompensa e se recusa a desenvolver uma atividade pública.

Ela pratica um tipo de escrita automática por meio da qual desemaranha o fio que mantém unidos o advogado e seu filho, André.

Crítico e descrente no começo, Lino Sardos Albertini teve de resignar-se aos fatos inexplicáveis que André apresentava, a lógica severa das respostas, a sua coerência. Extraordinária é a maneira da transmissão das mensagens.

Envolvente como um romance, impregnado – mesmo na situação dolosa – de fé e esperança, este livro há de induzir os seus leitores a uma meditação profunda.

O AUTOR: advogado, profissional liberal, exerce atividade em Trieste onde reside na Rua Piccardi, 43.

Foi presidente da Academia de Estudos Jurídicos e Econômicos "Cenáculo Triestino" e presidente da Junta Diocesana de Ação Católica de Trieste. É vice-presidente nacional da União Pan-européia Italiana e presidente do Arqueoclube de Trieste. É autor de vários ensaios.

Fatos Histórioc e misticos

Artigos

Itrodução a Leitura

O assunto a seguir não tende definir o que é certo ou errado, pois a verdade não é absoluta e o conhecimento é variável. Tende a cada um buscar sua própria visão perante seu prisma, somos livre para agir e pensar, fazer e atuar. Todo o conteúdo exposto é meramente a exibição da informação contida e pensamentos refletidos. Pois aquele que julga sem saber, só fala sobre o que desconhece. Como tenho meus próprios conceitos e definições sobre as coisas, cabe a cada um definir por si próprio a verdade que o próprio Verbo oculta. Todo conhecimento é velado, depende da percepção.

+ Domenium +

"No primeiro aeon,eu era o Grande Espírito. No segundo aeon,Homens conheceram-me como o Deus Chifrudo, Pangenitor Panphage. No terceiro aeon,Eu era o Nigérrimo,o Diabo No quarto aeon,os Homens não me conheciam,porque eu sou o Escondido. Neste novo aeon,Eu apareço ante a ti como Baphomet o Deus anterior a todos os Deuses,aquele que perdurará até o fim da Terra."

Peter J. Caroll:"Liber Null - Psychonaut"

Baphomet entre os Templários

O Néter, deidade ou Arquétipo de Baphomet possui uma origem extremamente controversa e que remonta à Idade Média (mais precisamente no período das Cruzadas Cristãs).

A Ordem dos Cavaleiros do Templo (Templários),era o braço militar dos países Europeus na Terra Santa ao lado dos Hospitalários (estes notoriamente com menor projeção).E foi justamente entre estes Cruzados da "Palavra de Cristo" é que surgiu o Senhor da Luz e Trevas Baphomet.

Em 13 de Outubro de 1307,está documentado que os Soldados do Rei Filipe da França (o belo) a mando do próprio Papa (naquele período ainda não tinha se Sucedido a laiscização do Estado e por tal religioso e Político fundiam-se em Interesses opressores mutuais) e do Rei Francês, invadiram a Fortaleza dos Templários e levaram sob custódia seu Grão-Mestre Jacques de Molay e Grande Parte dos cavaleiros como prisioneiros sob a acusação de veneração do Demônio sob a forma de um ícone chamado Baphomet.

Jacques de Molay

A veracidade do facto dos Templários venerarem realmente o Demônio sob a imagem de Baphomet é extremamente questionável e incerta.É sabido que desde a criação da Ordem na Primeira Cruzada (em torno de 1095),estes ganharam enorme poder militar, pecuniário e político.

Seu poder militar veio graças a criação de um sistema de treinamento severo de seus cavaleiros, aprimoramento de práticas beligerantes antigas, sistema de ingerência rígido e uso de armas de qualidade superior a vista em muitos exércitos.

O poder pecuniário adveio graças a pilhagem de inúmeros bens dos muçulmanos. Com a invasão de suas fortalezas e cidades, controle de rotas por onde Passavam caravanas de comerciantes islâmicos.

Sendo uma época baseada num sistema onde o acúmulo de Terras (estas em Teoria no nome da Igreja) era sinônimo de poder,os templários ganharam enorme influência política pelo gerenciamento de inúmeras fortalezas na Palestina e outras Regiões. Assim como detinham grande parte da massa cristã ao seu lado pelas conquistas e por serem tidos como o "Exército de Jeová na Terra"',o que deu-lhes influência enorme.

Por estes fatores, o Papa Clemêncio (ou Clemens como era conhecido) temeu o poder enorme adquirido pelos Templários e que estes pudessem influenciar desfavoravelmente a "Balança de Poder" caso decidissem adquirir independência plena do augúrio papal. Destarte começou este,a instigar Os Reis contra os templários.Mas instigar a Nobreza contra a Ordem não seria nem de longe suficiente para conseguir uma campanha absolutamente bem-sucedida contra os Cavaleiros do Templo. Ainda era preciso o consentimento do Povo a partir do descrédito da Ordem perante os moldes Crististas fortíssimos da Época.

Calcula-se que desta forma foram muito bem plantados boatos e falsas provas de que os Templários veneravam um demônio de nome Baphomet e que por tal deveriam ser eliminados em nome de Deus.

Nesta versão ,chegamos a conclusão de que Baphomet foi na realidade uma Deidade inventada pela Igreja (como tantas outras o foram no período da Inquisição) para desmerecer e eliminar os Templários.

Contudo,existem correntes de Historiadores,Arqueólogos e Estudantes do Oculto que afirmam veementemente que realmente os templários teriam cultuado uma entidade de nome Baphomet. E que tal entidade seria em realidade um Fusionismo do conceito cristão Religioso de Yeshua (Jesus) e Mohammed (uma Figura muitíssimo cultuada na antiga Terra dos Muçulmanos).Tal sincretismo deu-se sem uma percepção consciente por parte dos Templários segundo estes estudiosos.Todavia esta Entidade cultuada não teria nenhuma correlação com o Diabo ou a Egrégora Infernal,e que tal culto foi apenas um estopim utilizado pela Igreja para caçar os Templários.

Como suporte da teoria de que Baphomet era realmente cultuado pelos Templários os estudiosos valem-se de um diário dito pertencente à Jacques de Molay (último Grão Mestre da Ordem) onde este registra minuciosamente Magias, Rituais e Liturgias envolvendo tal figura. Assim, como também graças a uma estátua, contida em um cofre,exumada de ruínas de uma antiga Fortaleza Dos templários no Oriente (tal petardo apresentou-se muito bem selado dentro do cofre. Esta estátua apresentou-se como uma figura baphomética análoga dos pontos de vista do Bode de Mendes e ao andrógino do alquimista Khunrath. Esta Figura era barbuda,corpo inteiramente feminino,em uma de suas mãos Portava o Sol e na outra a Lua, ambos astros atados por correntes. A imagem segundo os arqueólogos apresentavam conceitos considerados obscenos e,quiçá,diabólicos para época medieval).

Bem, todavia poderíamos considerar que tal diário e tal estátua foram falsas provas inseridas no Templo Templário por agentes do Papa para acusar falsamente os templários e dar suporte à sua Teoria Inventada de Culto ao Demônio.

Pois bem,sendo realidade o culto de Baphomet ou não por parte dos templários,esta Deidade reinterpretada por Alquimistas (como Eliphas Lévi), cultuada por Seitas Gnósticas (surgidas, principalmente,a partir do século XV), temida por uma massa medieval que acreditava em qualquer disparate papal e,mais recentemente, ressuscitada por Satanistas Contemporâneos (ligados a filosofia de La Vey) já ganhou Força mais do que Suficiente para Existir.Sim,existir como Egrégora,como Força Energética Influente em processos de Magick e impressa na Luz Astral graças ao Inconsciente Coletivo.

Baphomet Alquímico

"Se as criaturas humanas tentassem alcançar a auto-perfeição ao invés de tentar salvar mundos, e se esforçassem pela liberdade interna ao invés de se esforçarem para libertar o mundo - o quanto teria sido feito pela verdadeira libertação da humanidade!"

Autor Desconhecido

A figura de Baphomet foi ressuscitada e reinterpretada para o vulgo,de uma maneira geral,no século passado por Eliphas Lévi (Alphonse Louis Constant) sob uma ótica alquímica. Quaisquer associações com o conceito maniqueísta cristão de Mal foram abolidas e Baphomet ressurge como um Grande Arcano Mágico de Iniciação.Tal criatura ganhou o status de demiurgo,um reflexo de como deve ser o ser iluminado que atingiu à Grande Obra em sua plenitude (converteu com sucesso Chumbo em Ouro).

Por ser considerado um Demiurgo e Iniciador, este Logos(Baphomet) foi associado por alquimistas,gnósticos e maçons ulteriores e anteriores a Eliphas Lévi (e pelo próprio mas com uma argumentação mais implícita),a Jesus Cristo.Yeshua para alguns alquimistas é um Iniciador,aquele que traz o Verbo Divino e torna-o Humanizado,e que por sua vez também Diviniza o Verbo Humano.Desta forma, Baphomet seria a Imagem projetada deste conceito cristológico transformador,e portanto o próprio Jesus Cristo em sua magnificência.

Segundo a geometria-cabalística o nome de Baphomet deve ser pronunciado no sentido inverso,e é composto por três abreviaturas:TEM OHP AB.Tal abreviatura quer dizer respectivamente:Templi omnium hominum pacis abbas ("Pai do Templo - Paz Universal dos Homens").

A figura acima é uma reprodução minimizada do desenho elaborado por Eliphas Lévi de Baphomet. Este apresenta enorme simbolismo e riqueza em detalhes,detalhes estes pormenorizados nos subseqüentes parágrafos.

A Tocha contida entre seus dois cornos representa a Inteligência Equilibradora do Ternário.Assim,como pode representar o Azoth do ser plenamente aceso e fulgurante,projetando-se para o Alto (atingindo assim os Céus ou às Cabalísticas Séfiras Supernas).

Tal tocha simbólica também é a representação da Alma elevada sobre a Matéria,embora presa à própria Matéria como as flamas estão presas a tocha.

Sendo a Tocha,localizada entre os Cornos representando a Inteligência Equilibradora do Ternário,a Pomba Mercurial.

Os Cornos representam a Dualidade Equilibrada em parcelas iguais,opostos contidos no mesmo ser. Da mesma forma,que pode representar o aspecto mais animalesco Humano.

Em sua testa reside o Símbolo do Pentagrama,o Símbolo do Microcosmo (evidência de que este ser encontra-se contido em nosso Interno e não Impessoalmente no Externo).Assim,como o Pentagrama representa o Domínio do Espírito sobre todas os Elementos (estes representados pelas outras pontas do Pentagrama) e a Elevação Espiritual em sua Forma mais sublime (evidência de que Baphomet é um Arcano Mágico e de Natureza Transcendental-Espiritual segundo a ótica alquímica).

Tendo sido colocado abaixo da Tocha,este Pentagrama dá contornos de Revelação Divina à mesma.

Sua cabeça sintética de Bode ,comporta também traços do Cão,Touro e Asno.O Asno representam a responsabilidade da Matéria apenas.O Cão é uma manifestação de Hermanubis(Deus Cão Egípcio) que representa o Mercúrio dos Sábios,o Fluido,o Ar e a Água sob uma só forma.Touro é uma manifestação de Apep(Deus Touro Egípcio)e que representa a Terra,o Sal dos Filósofos.Por fim,o Bode representa uma fusão de conceitos místicos Egípcios e Hindus,e representa o Fogo,Símbolo da Geração e o Enxofre dos Alquimistas.

É interessante notar a Formação do Y Alquímico (Sal,Enxofre e Mercúrio)através do Touro,Bode e Cão respectivamente e que este encarcera-se na Matéria(representação do Asno).

Este com suas mãos demonstra o perfectamente o postulado de Hermes Trismegistus ("Aquilo que está Acima é como aquilo que está Abaixo"),pois aponta com uma para o Alto e com outra para Baixo.

Em uma das mãos este Evidencia o Poder do Binário(a que aponta parta o Alto),e na outra este Binário manifestado através do Perfecto Ternário(a que aponta para Baixo).

As mãos são Humanas para representar à Santidade do Trabalho empreendido por este.

Acima de uma de suas mãos (a que aponta para o Alto),vê-se à Lua branca de Chesed,o poder da Misericórdia.Abaixo da outra mão vê-se à Lua Negra de Gedulah,o poder da Justiça.Signo este que expressa o acordo perfecto de Justiça com Misericórdia,criando assim a Justiça Misericordiosa.

A presença da Lua Negra e da Lua Branca representa também o equilíbrio perfecto entre Luz e Trevas no Ser.


Eliphas Levi 1864

Nos antebraços encontram-se escrito dois vocábulos: Solve e Coagula (respectivamente no antebraço do membro que aponta para o Alto e no antebraço do que aponta para Baixo).Estas frases são da autoria do alquimista Khunrath (Eliphas Lévi era grande admirador do maravilhoso trabalho do mesmo).Estas frases exprimem que aquele que porta Baphomet Manifestado dentro de si,deve saber Coagular(Reter,Passivo,Yin,Negativo,Feminino) e Solver (Movimentar,
Ativo, Yang, Positivo, Masculino), conter assim ambas as características.

O Corpo deste apresenta-se como o Andrógino de Khunrath mas adicionado de elementos animais (dando-o aspecto antropozoomórfico). A característica de Androgenia é para evidenciar que tal Figura possui Hadit e Nuit dentro de si,sendo o próprio Ra-Hoor-Khuit e portanto contendo elementos Masculinos e Femininos. Os aspectos zoomórficos dão a este uma analogia que ligue-o à Matéria e ao lado Humano Mais Bestial Equilibrado com o Divino (representado pela porção Humana deste pois para os Alquimistas a Forma de Deus é como a Forma Humana - "E pois Deus criou o Homem sua Imagem e Semelhança.."- Gênesis Capítulo I,Versículo 27).

O par de seios femininos também podem representar os Signos redentores da Maternidade e do Trabalho quando realizados no Plano da Grande Obra.Da mesma sorte que em comunhão com os braços Representam a Humanidade-Divinizada de tal ser.

O caduceu na sua região pélvica-peitoral representa o Equilíbrio Pleno dos Opostos (Trevas e Luz) dentro deste.

Sendo que este Símbolo de Hermes pode representar o o Poder Hermético contido nele.Assim como a projeção dos Mistérios da Geração Universal.

O Semicírculo,que deve ser de coloração azulácea,representa à sua Nuit perfectamente anexada a este.

Seu ventre apresenta-se coberto de escamas verdes,como um símbolo da Natureza Passiva e adaptadora dele (similar ao Conceito de Água para os Taoistas).

Este apresenta um par e Asas Negras,que pode ser uma conexão entre este e Lúcifer (que para os cabalistas e alquimistas não possui quaisquer relações com a figura de Satã;sendo muito mais um Símbolo de Luz e Inteligência Primordial podendo ser correlato também até ao Nazareno segundo atestam).

Da mesma sorte que acima das escamas pronunciam-se penas de diversas colorações.Tais penas são potencializações do Elemento Ar-Volátil contido neste.

Este panteu deve ter por assento um Cubo e por estrado deve possuir uma única Esfera,seja uma esfera e um escabelo triangular(para não tornar o desenho complexo em demasia estes pormenores foram retirados).O Cubo representa o Sal ou Pedra Filosofal sobre ao qual toda esta Imagem se abanca.A Esfera representa a potencialização deste conceito de Quadradura do Círculo.O escabelo triangular representa a potencialização do sentido de Elevação-Transcendental de tal Figura(o triângulo é Como o Fogo Ativo que Eleva o Espírito e um Poder Mágico).

Como último comento é interessante notar que tal figura certamente contém todos os Cinco Elementos em si como uma Representação Fiel do Equilíbrio (Fogo,Água,Terra,Ar,Espírito).

Baphomet - O Louco Transmutado e Ilusão Destruída

"Aqueles que sempre procuram por mim devem alquebrar-se para desta forma me encontrarem;assim eles irão me encontrar e olhar-me nos olhos - e então eles irão descobrir ninguém mais que eles mesmos!"

AKRON: "Roaming of the Universe"

Segundo Mestre Therion Baphomet pode ser entendido como a Criação e resumido pelas duas Letras Hebraicas de Hain e Schin.

Ambas as Letras de antemão muito já dizem sobre o conceito de tal figura:

Hain é Forçar,quando lhe apraz,a Natureza a revelar-se.

Shin é possuir o segredo das riquezas ,transmutar Chumbo em Ouro; ser sempre o amo e não o escravo.Saber extrair o gozo mesmo da pobreza e não cair jamais,nem na abjeção e nem na miséria.

Por fim, chega-se a conclusão de que Baphomet,é aquele que permite-o atingir a Pedra Filosofal,aquele que revela sua Verdadeira Natureza e Eu Supremo à ti de forma Incendiária como o Fogo num Cerrado.

Baphomet é aquele que o Deifica e o põem no Manto Negro dos Céus como uma Constelação,como Um Deus dando-te a Emancipação Plena de todos os Grilhões da Efemeridade Humana permitindo-te atingir o Êxtase Supremo no Sol que Sempre Arde em L.L.L.L.L.(Love,Law, Life,Light, Liberty).

Colocando tais letras hebraicas no ROTA,encontra-se a Torre(Hain) e o Louco(Schin).

A Torre é o "céu da Lua, alterações,subversões, transformações,fraquezas". A Torre de Babel fulminada pelo Raio da Verdade. Representa a Queda da Torre de Ilusões e Confusões anteriores,a Morte de Choronzon para o Encontro da Verdadeira Vontade oculta antes no "tenebrae" da Torre. Quando todas as fraquezas caem e o sofrimento vêm. Mas após a dor da queda da antiga fortaleza vem a simplicidade de um Mundo Sem Paredes Ilusórias. É o bradar perante os Raios de Thor: "Eu destruo!" É o Dragão de Fogo de Yang que tudo destrói com seu vulcânico hálito complementado pela Imagem da árvore atingida pelo Raio e pelo Fogo de Yin que são vaticínios da Renovação pela Destruição.

O Louco é o Novo Começo. Aquele que traz no saco às suas Costas todas as experiências anteriores,desejos desconsideráveis e toda sorte de misérias apenas como algo relegado ao passado e que ensinou-o algo, e foram catalisadores de alguma maneira,da Transformação Verdadeira de Chumbo em Ouro. É o Novo caminhar na Estrada plena do Tao (A Estrada sem Forma). Todo Caos reprimido se vai,e por fim acha-se o Sagrado Guia-Espírito Universal e brada-se:"Eu me torno!"É feita a União com o Todo e o tornar-se Deus(vai-se a mera Treva e Luz dicotômica,vê-se apenas o Cinza) pela Auto-Redenção e Auto-Iniciação.

A Torre é a fachada que usamos para esconder o Diabo (Baphomet) que espera pelo Louco na Escuridão do Útero que antecede o Nascer. O Louco ao encontrar o Diabo se transforma e torna-se Real,dando as mãos a este e fundindo-se a tal,enquanto a Antiga Torre da Ilusão se desfaz e o Louco-Diabo toma o Mundo Liberto de si.

"Nem todo segredo é revelado diante do conhecimento, nem todos que não conseguem ver são cegos"

Domenium